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HISTORIA  DE FLORESTA
 
 
 

Foi pela Estrada da Floresta ( Cristóvão Colombo ), que tudo começou, “ ligando o centro ao longínquo morro coberto de densa vegetação arbustiva, verdadeira mata virgem...” Com o tempo, esta floresta foi virando lenha para os fogões domésticos ou servindo de matéria-prima para madeireiras da região. Assim, o morro foi sendo pelado, a estrada habitada e o bairro se gerando.

Em 1849, no do morro ainda bastante arborizado, construiu-se um prédio que em dezembro do mesmo ano, inaugurou um hospital, a Casa de Saúde Bela Vista. Mais de cinqüenta anos depois, em 1903, o hospital foi adquirido pelo Exército para tornar-se o Hospital Militar da Terceira Região, não pertencendo mais aos limites do bairro Floresta, mas que ao seu tempo, contribuiu para o desenvolvimento urbano de toda aquela região.

A instalação de um hospital por aquelas terras gerou a necessidade de abrir-se vias de acesso. Assim, ano após ano, via-se surgindo em torno da Estrada da Floresta e demais vielas, casas e, logo em seguida, algumas pequenas fábricas, principalmente madeireiras e serralherias. Logo surgiu ali um espírito de comunidade, e com ele a inspiração de se ter uma igreja. Em 1888 foi construída a Igreja de São Pedro, legitimando o processo de desenvolvimento comunitário do bairro.

Ainda por esse tempo, o único acesso com a cidade era a Estrada da Floresta, isolando a região do centro da cidade. Com a construção da igreja, em terreno doado por uma senhora muito religiosa, Dona Carmen, a urbanização da região toma novo impulso e já pelo início deste século vê-se alguns bondinhos passar por lá. É então que o nome da estrada principal se espalha e estende-se a todo território, inspirando o surgimento do bairro Floresta.

Desde o final do século passado, observa-se a tendência industrial da região, abrigando, entre outras, a Bopp, Sasse, Ritter e Cia. LTDA., onde hoje é a Brahma. Nesta cervejaria fabricou-se as famosas Continental e a Elefante, que a seus tempos foram as melhores cervejas que se tinha.

Não demorou muito para que os funcionários destes inúmeros postos de serviço, construíssem suas casas pelas redondezas de suas fábricas. Em 1925 o bairro é remodelado, modernizando sua estrutura. Hoje, conta com grande variedade comercial, preserva ainda algumas de suas indústrias e não deixou de ser residencial. Outras igrejas foram erguidas, católicas e protestantes, respeitando a homogeneidade de seus moradores.
 

Historiadora Renata Ferreira Rios.