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DESTINO DO DESCOBRIDOR

 

 

Em 1502, uma nova grande esquadra com vinte embarcações prepara-se para voltar à Índia, ali reforçar as feitorias estabelecidas e garantir o monopólio português do comércio. Mais uma vez, Pedro Álvares Cabral é chamado ao comando. No entanto, Dom Manuel determina que cinco dos navios da expedição fiquem sob as ordens de Vicente Sodré, a quem atribuía algumas missões especiais. Isso criava uma dualidade de chefia. Cabral protestou e, não vendo atendidas suas reclamações, recusou-se a assumir seu posto no comando da esquadra.
Dom Manuel não cedeu. Muito ao contrário, aceitou a demissão de Cabral e chamou Vasco da Gama, aliás sobrinho de Vicente Sodré, para ocupar-lhe o lugar.
Esse incidente encerrou a carreira marítima de Pedro Álvares Cabral. Nunca mais Dom Manuel o chamou para qualquer missão oficial. As relações entre ambos, soberanos e navegador, tornaram-se frias.
Os portugueses esqueceram-se de Pedro Álvares, que só troca o Gouveia por Cabral, três anos após a descoberto do Brasil, quando morre o irmão mais velho, Fernando Cabral. Em 1509, complemente esquecido, Cabral já deixara para sempre a Corte. Daí por diante, pouco se sabe de sua vida, a não ser que se recolhe nas terras da família, em Belmonte.
Alguns dos mais importantes portugueses da época perceberam que o atrito entre Cabral e o rei, originado de questão insignificante, prejudicava o pais, privando-o de um de seus melhores marinheiros. Em 1514, Afonso de Albuquerque, o célebre governador português da Índia, escrevia a Dom Manuel lamentando o afastamento de Cabral e insinuando que tudo não passava de um mal-entendido, do qual ambos, Cabral e o rei, eram culpados. E pede, jogando como peso do seu prestígio que o caso seja encerrado: " e, se minha valia e pessoa ante Vossa Alteza isto merecer, eu, Senhor, vos beijarei as mãos por ele (Cabral) ser chamado a Vossa Alteza, aconselhado e repreendido e tornando em vossa graça e serviço [...]". É bem verdade que Afonso de Albuquerque tinha parentesco com Cabral, já que era tio de sua mulher, Doma Isabel de Castro. Mas essa atitude não se explica por ligações pessoais e sim pelo reconhecimento da obra que Cabral realizara no Brasil e nas Índias.
A cata de Afonso de Albuquerque influencio o julgamento de Dom Manuel. Já em 1515, Cabral recebia uma pensão maior e três anos depois era citado no "Livro dos Moradores da Casa D'El Rei Dom Manuel" como cavaleiro do Conselho Régio.
Mas era tarde para uma reaproximação. Cabral não mais voltaria ao mar, a serviço do rei e do pais. Tanto Dom Manuel como Pedro Álvares viviam seus últimos anos.
O Descobridor do Brasil morre em 1520 em Santarém, aos 53 anos, um ano antes de Dom Manuel. Seu corpo é sepultado num túmulo provisório. É exumado em 1526, quando morre a mulher, Dona Isabel de Castro, e a família Cabral ganha um jazido definitivo.
Sepultado na Igreja Igreja da Graça, sobre sua campa e da esposa colocaram a seguinte inscrição:
"Aqui jaz Pedro Álvares e Dona Isabel de Castro, sua mulher, cuja e esta capela e de todos os seus herdeiros, a qual, depois da morte de seu marido foi camareira-mor da Infanta Dona Maria, filha do rei Dom João, Nosso Senhor [...]". A inscrição da tumba recorda os méritos de Isabel de Castro e não diz uma palavra sobre os feitos de Pedro Álvares.
No ano de 1520, Pedro Álvares Cabral e o Brasil eram coisas sem importância. O navegador morria esquecido da Corte, enquanto sua descoberta permanecia quase abandonada. Quando os portugueses realmente "descobriram" o Brasil, era tarde de mais. Cabral havia morrido sem saber que tinha dado a seu povo quase um continente inteiro.
Trezentos anos depois, em 1839, seus restos mortais é descoberto por um Brasileiro, o historiador Francisco Adolfo de Vamhagem, Visconde de Porto Seguro, na Igreja do Convento da Graça, em Santarém. Em 1871, D. Pedro II dá inicio à campanha para a remoção da ossada de Cabral para o Brasil. O translado só se dá em 1903, por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico, seus restos mortais se encontra hoje, no corredor esquerdo da Igreja do Carmo, antiga Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.
Portugal também guardam restos de Cabral em um túmulo na Igreja da Graça, em Santarém. conforme o historiador Milton Teixeira. "Em 1903, quando se decidiu transferir os restos de Cabral para o Brasil", encontraram oito corpos na tumba. O dele, da mulher e dos seus filhos, todos altos como ele, Os arqueólogos montaram um verdadeiro quebra-cabeça, na tentativa de montar um esqueleto confiável do Descobridor.
Nenhum dos seis filhos homens dá um neto sequer ao Capitão Pedro Álvares Cabral, colocando um ponto final á linhagem dos Cabral.

 

 

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